quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

EFÉSIOS - Estudo 1: A GRANDEZA DA GRAÇA DE DEUS – 1. 1 - 14.

Neste texto encontramos
- Autor apresenta a credencial de apóstolo de Cristo pela vontade de Deus: propriedade, submissão, autoridade, embaixador e soberania divina. v. 1a.
- O santo e fiel escreve a santos e fiéis. v. 1b.
- Saudação paulina remete aos atributos e dons de Deus: Graça e Paz, do Pai e do Filho.. v. 2.
- Paternidade divina e humanidade de Jesus na glória. v. 3a.
- Bênçãos divinas em Cristo:
Em Cristo o Deus-Pai nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nos lugares celestiais. Louvemos ao Deus abençoador! v. 3.
Em Cristo, na eternidade, Deus nos escolheu para sermos santos e irrepreensíveis em Sua presença. Louvemos ao Deus Santo que em Cristo nos separou definitivamente para Ele para vivermos em santidade diante Dele e de Suas criaturas! v. 4; 1 Pedro 1. 15 – 16.
- Em Cristo, na eternidade, Deus manifestou o Seu propósito de nos amar e assim fez ao nos adotar em Cristo como filhos. Louvemos a Deus pelo Seu amor paterno! v. 5; Romanos 5. 8.
- Em Cristo, na eternidade, Deus nos escolheu para sermos Seus adoradores a fim de louvarmos a Sua gloriosa Graça infinita e insondável a nós concedida em Jesus. Louvemos a Deus que nos criou para adorá-Lo, serví-Lo e louvá-Lo! v. 6, 12; Isaías 43. 7, 21.
- Em Cristo, a Graça de Deus, rica em sua natureza e ação, se manifestou salvadora, justa e perdoadora através do sangue de Jesus derramado na cruz. Nele temos vida eterna pelo acolhimento da Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador e na qual perseveramos. Louvemos a Deus pela riqueza de Sua Graça!. v. 7; João 3. 16; Romanos 2.7; 2 Timóteo 3. 10; Hebreus 10. 36. 12. 1; Apocalipse 1. 9; Apocalipse 13. 12.
- Em Cristo, Deus derramou sobre nós Sua Graça em toda a sabedoria e entendimento e pelo Espírito Santo nos capacitou para recebê-la e vivê-la dessa forma. Ela nos cobre, preenche-nos completamente e transborda através de nós em adoração a Deus e bênçãos a quem nos cerca. Por ela o caráter de Deus é expresso em nosso caráter. Louvemos a Deus pela presença de Sua Graça em nós e que age através de nós para Sua honra e glória e nossa paz e alegria! v. 8; 1 Coríntios 15. 10; 2 Coríntios 4. 15; 2 Coríntios 9. 8; 2 Gálatas 5. 22; Timóteo 1. 9.
- Em Cristo, Deus estabeleceu e nos revelou Seu insondável propósito e decisão de nos ter para sempre como filhos santos e adoradores. Louvemos ao Deus que se revela a nós em Jesus Cristo! v. 9; v. 4, 5, 6.
- Em Cristo, Deus revelou Sua determinação de torná-Lo o centro de convergência e irradiação de todas as intenções e ações divinas, relacionamento com Suas criaturas, igreja e acontecimentos na terra e no céu no presente e no porvir. Sem o Mediador divino/humano, Jesus Cristo, nada é e será feito por Deus na terra e no céu. Louvemos ao Deus que honra quem O honra! v. 10; 1 Samuel 2. 30b; João 14. 6; 15. 5; 16. 13 – 15; 1 Timóteo 2. 5 - 6.
- Em Cristo o Deus de Amor nos escolheu na eternidade porque sabia de antemão que acolheríamos pela fé em Seu Filho ao chamado de Sua Graça. Em Seu plano eterno, a salvação se daria pela combinação e unidade da Graça divina e da fé concedida ao homem para crer de forma consciente e voluntária na providência divina, ambas originadas Nele. O encontro da Graça de Deus e da fé em Jesus Cristo como Senhor e Salvador são elementos convergentes, inseparáveis e indispensáveis na salvação. Só há salvação diante da aliança de amor: mútua, consciente e voluntária entre Deus e a humanidade tendo Jesus Cristo como Mediador único, suficiente e eterno. A Soberania divina age de acordo com a integridade, harmonia e coerência do Seu caráter. O Deus de Amor não impõe o Seu amor a quem não deseja amá-Lo e nem o sonega a quem responde ao Seu chamado amoroso. Ele ama em justiça e misericórdia para que possa usar desses atributos no julgamento de Suas criaturas. Em outras palavras: a Graça de Deus tem os seus efeitos de salvação contemplados quando é correspondida pela fé em Jesus Cristo da parte de quem se deixou convencer pelo Espírito Santo da necessidade de salvação. É presente de Deus. A Graça não discrimina, não exclui, não privilegia e não subestima. Sua natureza é inclusiva e acolhedora porque tem origem no Deus de Amor. É aliança de amor entre Salvador e salvo através de Jesus Cristo. Louvemos ao Deus da Graça e da salvação! v. 11, v. 5; Ezequiel 18. 23; João 3. 16, 36; 5. 24; 6. 27; 8. 24; 15. 22, 24; Atos 10. 34; 17. 30; Romanos 2. 11; Efésios 6. 9; Filipenses 2. 13; 1 Timóteo 2. 3 – 6; 1 Pedro 1. 17; 2 Pedro 3. 9.
- Em Cristo a nossa esperança Nele não é vã. Ele nos deseja para o louvor de Sua glória no presente e no porvir e esse propósito divino tem sido e será cumprido. v. 12, v. 6; Tito 1. 2.
- Em Cristo fomos selados, marcados, com a presença permanente do Espírito Santo em nós a partir do momento que ouvimos e cremos na palavra da verdade, isto é, o Evangelho anunciado por Jesus Cristo e reafirmado pelos apóstolos. Louvemos a Deus que em Cristo e pelo Espírito Santo nos fez Sua propriedade particular. v. 13; Efésios 4. 30; 1 Pedro 2. 9 – 10.
- Em Cristo, o Espírito Santo nos separou definitivamente para Deus e garantiu a posse da herança reservada por Deus a Seus filhos adotados em Cristo. Nesse dia O louvaremos eternamente em Sua glória. v. 14; João 1. 12 – 13; Romanos 8. 14 – 17; Efésios 2. 19; 3. 6.

VISÃO GERAL
O irmão Paulo inicia sua carta aos irmãos da igreja em Éfeso, a quem chama de santos e fiéis em Cristo Jesus, e lhes apresenta a credencial de apóstolo de Cristo recebida pessoalmente do Senhor e Rei em Seu estado de glória. Por suas palavras e obras eles já o reconheciam nesse ministério. Atos 9. 15 – 16; 18. 9; 19 - 20. 1. Timóteo 2. 7.
Logo na introdução da carta o apóstolo fala do seu relacionamento com Deus de quem foi feito propriedade, servo e constituído por Sua soberania como autoridade e embaixador. Em Cristo e por Sua Graça Deus fez dele o que era. Esse era o conceito que tinha de si mesmo. 1 Coríntios 15. 10; 2 Coríntios 5. 18 – 21.
Com os dons da Graça o apóstolo Paulo estava autorizado por Deus para discorrer sobre a grandeza da Graça de Deus em sua infinitude e beleza; os propósitos divinos e a ação da Vontade de Deus em Cristo. 1 Coríntios 12. 4 – 11; Filipenses 2. 12 - 16; 4. 9; 1 Tessalonicenses 2. 13.
Em sua exposição o apóstolo deixa bem claro que o mérito do acolhimento da Graça de Deus não é do destinatário, mas Daquele que a manifesta em Sua soberania, segundo o propósito de Sua vontade, na eternidade e no tempo e nos capacita a recebê-la.
Tudo vem da Divindade (Pai, Filho e Espírito Santo), por iniciativa do Pai, através de Jesus Cristo e na ação do Espírito Santo. As ações divinas depois de operarem em Suas criaturas retornam à Divindade em adoração, serviço e louvor Romanos 11. 36; Efésios 1. 9 - 10.

FOCALIZANDO A VISÃO
Nessa carta o apóstolo Paulo compõe um hino de adoração a Deus e à manifestação de Sua Graça. Expõe de forma brilhante a ação da multiforme e soberana Graça de Deus na eternidade e no tempo. Ela opera através de Cristo no mundo visível e invisível e particularmente na vida espiritual e material das criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus.
A ação da Soberana Graça de Deus está vinculada ao caráter divino: amoroso, santo, justo, misericordioso, perdoador, soberano, alegre, pacífico, paciente, amável, bondoso, fiel, manso e pleno de autodomínio. Êxodo 34. 6 – 7; Gálatas 5. 22 – 23.
Deus não vai além ou fica aquém do Seu caráter. O Deus de Amor não usa o Seu poder e soberania de forma autoritária ou exibicionista, mas tem prazer em abençoar Suas criaturas. Jamais as humilha, discrimina ou as destrói por mero capricho. Vemos isso no ministério terreno de Jesus. Sua responsabilidade como homem no uso dos atributos divinos é um convite para que sejamos responsáveis no uso dos dons da Graça. Isaías 64. 4.
As perfeições divinas são coerentes entre si e esse fato O leva a ser ao mesmo tempo misericordioso e justo e a fazer uso amoroso e humilde de Sua Soberania. Quem senão o Deus Soberano poderia suprir seus primeiros e atuais ofensores com Sua Graça? Gênesis 3. 7, 21; João 3. 16.
A primeira manifestação da Graça de Deus ocorreu ainda no Jardim do Éden. O ponto culminante da revelação da Graça de Deus em justiça e misericórdia ocorreu na morte substitutiva de Jesus a nosso favor e em Sua ressurreição. Deus não poupou Seu Filho para que a salvação preparada desde a eternidade fosse disponibilizada a quem Nele crê como Senhor e Salvador. Não se deteve no pagamento do alto preço exigido por Sua justiça em nossa salvação. Sofreu indescritível dor ao ver o Seu Filho Amado entregar-se voluntariamente em sacrifício vicário (substitutivo) para que os propósitos de Sua Graça fossem contemplados no estabelecimento da aliança eterna pelo sangue de Jesus. É por isso que no dia da inevitável prestação de contas não poupará quem rejeitou Sua Graça em Cristo. Ezequiel 18. 23, 32; Mateus 5. 45; João 3. 16, 36; Romanos 8. 32; 1 Timóteo 2. 4.
O que Deus fala de Si é o que Ele é. Suas obras provam isso. É nesse fundamento que firmamos a nossa fé Nele. Êxodo 34. 6 – 7; Gálatas 5. 22 – 23; Tiago 1. 17.
A Graça de Deus é insondável e indescritível. Sua Palavra nos diz que ela é a manifestação em Cristo do amor de Deus, imerecido por nós, e que nos alcançou quando estávamos ainda nos Seus propósitos criativos antes de nos conceder existência e entrada na história. Só Deus pode amar por antecipação aqueles que viriam a existir na história, mas que já eram realidade em sua mente eterna. Só Deus, em Seu presente eterno, vê o que virá a ser. Romanos 4. 17b.
Uma vez na história, em pecado ou no estado de rebelião contra o governo de Deus, novamente a Graça de Deus se manifestou rica e grandiosa em sua majestade. O Deus de Amor que nos amava antes da queda não deixou de nos amar quando caímos. Nesse estado deplorável o Seu amor foi mais exigido Dele mesmo. Nas crises o verdadeiro amor vem à superfície. A alegria do Seu amor é nos amar e nos ter junto a Si. Deus é Criador, mas ama ser Redentor e em Sua Graça nos enviou o Salvador. Mateus 1. 21, 23; Romanos 5. 8.
No cântico de exaltação à Graça de Deus o apóstolo de Cristo, Paulo, declara que Deus colocou Jesus Cristo como centro de convergência e irradiação de todas as Suas ações, na eternidade e no tempo, no mundo visível e invisível, nas regiões celestiais e na terra. A exaltação à Cristo é estendida à Divindade: fonte, meio e fim de toda honra e glória. É em Cristo, o Mediador, que Deus se relaciona com Suas criaturas visíveis e invisíveis. Das pessoas da Divindade somente Ele possui ao mesmo tempo natureza divina e humana.
No relacionamento de pleno amor entre as pessoas divinas na eternidade, Deus decidiu, por antecipação, nos incluir nesse amor antes de nossa existência terrena, quando éramos realidade apenas na Sua mente eterna. Nesse presente eterno, Ele decidiu nos abençoar com todas as bênçãos espirituais e nos separar para Si, como santos e irrepreensíveis filhos, adotados em Cristo. Fomos incluídos em Sua família.
O Espírito Santo amorosamente nos convenceu da culpabilidade como pecadores diante da santidade de Deus e nos mostrou a impossibilidade de autosalvação. A seguir, despertou em nós a necessidade de crer na providência divina de salvação em Jesus Cristo. Seu Espírito moveu a nossa vontade para nos submetermos à Vontade de Deus, boa, agradável e perfeita. A Vontade de Deus em nos salvar despertou em nós a vontade em sermos salvos. Nesse encontro de vontades a reconciliação tornou-se realidade. Agora, como membros da família de Deus, a igreja do Deus vivo, só há motivos para adorarmos a Deus em gratidão e louvor pela manifestação a nosso favor de Sua Graça insondável, indescritível, infinita e abençoadora. Essa adoração realizada no presente e no porvir contempla os propósitos e a vontade de Deus ao nos criar e nos trazer à existência. Isaías 43. 7, 21.
Os destinatários da Graça de Deus que se mostrou salvadora, justa e perdoadora através do sangue de Jesus Cristo foram elevados à condição de autoridades e embaixadores do Reino de Deus na terra. Deus trata com o mundo através de Sua igreja assim como trata dela através de Jesus Cristo. Ele, a cabeça. Ela o corpo. Colossenses 1. 18.
O apóstolo Paulo declara que Deus derramou sobre nós Sua Graça em toda a sabedoria e entendimento e pelo Espírito Santo nos capacitou para recebê-la e vivê-la dessa forma. O poder da Graça de Deus está sobre nós, em nós e age através de nós como mensageiros dessa Graça ao mundo. Deus nos honrou com Sua Graça.
O desejo de Deus é que todas as pessoas venham ao conhecimento e aceitação da palavra da verdade, o Evangelho de Jesus Cristo, e sejam salvas por Ele. O que dependia de Deus foi feito. O que depende dos salvos precisa ser feito. Agora, pacientemente Deus espera que a humanidade se deixe convencer pelo convite de Sua Graça feito por meio de Jesus Cristo. Aqueles que ouvem e permanecem na graça e no conhecimento de Jesus Cristo são selados, marcados pelo Espírito Santo como propriedade de Deus e com o direito assegurado da herança eterna reservada por Deus aos Seus filhos, gerados em Cristo.
No cântico à Graça de Deus Paulo revelou o que na eternidade passada e futura Deus tem reservado àqueles que se deixam amar pelo amor de Deus.

ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Na Graça de Deus há paz.

DETALHES
- São salvos apenas aqueles que respondem positivamente ao amor de Deus pela fé em Cristo.

APLICAÇÃO
- Mantenha-se na Graça de Deus.

PENSAMENTO
Deus é fiel aos Seus princípios.

VERSÍCULO PARA DECORAR
“Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa”. v. 13.

ORAÇÃO
Senhor, Sua Graça me basta.

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