terça-feira, 24 de maio de 2011

1Coríntios - Estudo 20: UNIDADE NA DIVERSIDADE - cap. 12. 12 – 31.

Neste texto encontramos:
- O corpo humano é uma unidade que trabalha harmoniosamente na diversidade interdependente de seus membros. A perfeição do corpo, como obra divina, é referencial para o funcionamento da igreja, obra divina como corpo de Cristo. v. 12.
- Todos os cristãos são batizados no (com) Espírito Santo. Essa ação divina operada por Jesus Cristo nos inclui como membros no corpo de Cristo, a igreja. Nela Ele nos dá o suprimento necessário na adoração a Deus, vivência, anúncio e ensino do Evangelho e no serviço ao próximo independente de nacionalidade, situação social, denominação religiosa ou limitação humana. v. 13; Mateus 3. 11; João 1. 33; Atos 1. 5; 2. 4; 10. 44; 19. 1 – 7.
- O corpo é um sistema integrado e interativo. Cada membro não focaliza sua individualidade, mas a função interdependente no conjunto. v. 14 – 26.
- Um só membro não forma o corpo. O conjunto de membros que age em unidade interativa forma o corpo ou organismo. v. 14.
- Não é sadia a atitude do membro que se subestima (se autodespreza) pelo fato de exercer uma função menos visível ou considerada menos honrosa por outro membro. Nenhum membro, mesmo insatisfeito com sua função pode se considerar à parte do corpo sem que haja prejuízo para os demais. v. 15 - 16.
- Um membro não pode reivindicar para si a função de outro ou desejar exercer todas as funções do corpo. Sua fisiologia (forma de ser) é fator impeditivo. v. 17; Romanos 12. 3; 1 Coríntios 15. 10.
- Deus em Sua Soberania, Sabedoria e Vontade formou e dispôs os membros no corpo cada qual com sua função. É rebeldia e irreverência contra o Criador desejar para si o que Ele não concedeu ou permite. Sempre Deus saberá o que é melhor para quem ama e O ama. v. 18.
- Um membro é parte e jamais será corpo. Só podemos falar em corpo quando seus membros interagem no mesmo organismo em especificidade e unidade funcional. v.19.
- No corpo a diversidade dos membros convive em harmonia com a unidade deles e vice-versa. v. 20; João 15. 1 – 6.
- Um membro não pode subestimar (desconsiderar) outro membro do corpo pelo fato de exercer uma função mais visível, influente ou considerada honrosa pelos demais. A autonomia e a hierarquia ferem a coigualdade a existir entre os membros como filhos de Deus. Temos apenas a Deus como Senhor. Somos servos uns dos outros. v. 21; Mateus 20. 20 - 28.
- No corpo não existe membro dispensável. Sua existência revela a função necessária ao funcionamento do corpo. v. 22.
- Os membros que consideramos menos dignos de honra ou indecorosos são aqueles que mais prezamos porque se revelam imprescindíveis à saúde integral. v. 23.
- Ao estruturar o corpo o Criador deu maior honra aos membros que poderiam ter falta dela. v. 24.
- Deus fez o corpo para ser uma unidade interativa e indivisível a fim de que os membros se cuidassem mutuamente. v. 25.
- A solidariedade é inerente ao sadio funcionamento do corpo. O viver solidário enriquece e dá qualidade à vida. No corpo de Cristo a solidariedade à luz dos princípios das Escrituras promove a unidade. v. 26; 1 Coríntios 5. 11.
- Deus chamou e tirou do mundo a igreja para ser o corpo de Cristo na terra. Ele é a cabeça e nós individualmente somos Seus membros. v. 27; Mateus 5. 13 – 16; João 5. 24; Filipenses 2. 15.
- Funções concedidas por Jesus Cristo através do Espírito Santo aos membros da igreja de Cristo: apóstolos, profetas, mestres; operador de milagres; operador de curas; ajudantes; administradores; comunicadores que usam idioma celeste ou terrestre no serviço a Deus e ao próximo. Nenhuma dessas funções se sobrepõe às outras. Esse é o princípio governante na igreja de Cristo. v. 28.
- Cada membro da igreja tem a sua função específica a ser exercida para o bom funcionamento do corpo de Cristo. Nem todos têm todos os dons ou são obrigados a terem além do que receberam; v. 29 - 30.
- Deus coloca à disposição da igreja os dons a ela destinados. Deseja que seus membros em particular exerçam com amor e excelência o dom recebido do Espírito Santo para a glória de Deus e edificação mútua; v. 31.
VISÃO GERAL
O apóstolo Paulo faz uso do funcionamento do corpo humano para ilustrar como deve funcionar a igreja. A saúde do corpo está vinculada ao bom desempenho e à interação dos seus membros.
FOCALIZANDO A VISÃO
Assim como no corpo humano a cada membro está reservada uma função específica a ser exercida em unidade, honra e mutualidade, o mesmo ocorre na igreja de Deus, corpo de Cristo na terra.
A igreja é animada pela vida divina que há no Espírito Santo e Dele recebe o que necessita ao seu perfeito funcionamento. Ele colocou os membros do corpo de Cristo em diferentes funções a fim de que o enriquecimento mútuo fosse possível. Somos diferentes para nos abençoar mutuamente. Não temos o direito de colocar em foco uma importância particular que não nos foi dada e muito menos nos inferiorizar em razão da função menos visível que exercemos no corpo de Cristo. .
No corpo humano e no corpo de Cristo, a igreja, há unidade e não uniformidade. Há harmonia e não igualdade na forma e funções. Se houvesse uniformidade não haveria corpo. Um só membro não forma o corpo e nem por ele responde.
Com essa argumentação o apóstolo Paulo dá combate ao culto à personalidade e ao domínio de um membro sobre o outro. As pessoas que não acolhem humilde e irrestritamente o domínio de Deus sobre si, usam de todos os expedientes para dominar os demais: poder econômico, manipulação, ameaças, violência subjetiva ou objetiva, chantagem, controle, influência, conhecimento e o que a sua natureza pecaminosa sugerir. Por outro lado há aqueles que insistem em se colocar em inferioridade em relação aos demais membros pelo fato de exercerem uma função que consideram menos importante. Essas pessoas se esquecem de que foi o Criador e não outra pessoa quem lhes concedeu essa função. Sua atitude revela uma crítica e um julgamento às decisões divinas.
Faça o melhor onde você está para que o corpo de Cristo funcione perfeitamente como foi projetado pelo Criador.
É em torno da Palavra de Deus que o Espírito Santo constrói e mantém a unidade na igreja.
Jesus Cristo é a Palavra de Deus encarnada. Ele nos batiza no Espírito Santo, isto é, nos imerge nas realidades espirituais próprias da vida no Espírito, nos faz participantes da natureza divina e nos revela Deus. Sem esse batismo não podemos fazer parte do corpo de Cristo. O Espírito Santo em Seu ministério nos introduz no corpo de Cristo, a igreja, e Nele somos habilitados para viver a vida cristã com a mente de Cristo. O que foi disponibilizado a Cristo em Sua humanidade também está a nossa disposição porque Nele fomos feitos filhos de Deus e membros do Seu corpo na terra. Nossa visão de mundo passa pela maneira como Deus o vê. João 1. 33; 1 Coríntios 2. 6 – 16; 2 Pedro 1. 3 – 4.
O apóstolo Paulo deixa claro que a igreja é o corpo de Cristo que se movimenta na terra até o seu arrebatamento. Enquanto caminha, seus membros exercem as funções que lhe foram concedidas pelo Espírito Santo.
Em sua exposição o apóstolo Paulo apresenta um modelo de estrutura não hierarquizada para o funcionamento da igreja.
Ao instituir a Sua igreja o Senhor Jesus chamou os apóstolos que receberam autoridade divina no prosseguimento do ministério de Jesus na terra. Infelizmente um deles se apartou do plano divino.
A igreja tentou preencher esse espaço indicando Matias para substituir Judas Iscariotes, mas Jesus Cristo já ressuscitado e na glória divina com o Pai não abriu mão de Sua competência para nomear apóstolos e escolheu Paulo. Essa nomeação divina, mais tarde, foi entendida pela igreja como a melhor.
Depois do episódio acima a igreja primitiva entendeu que a competência para a nomeação de apóstolos era de Jesus Cristo e não sua. Esses homens com autoridade divina não se empenharam numa luta mútua para ocuparem posições de domínio na igreja, mas permanentemente se apresentaram como servos de Cristo no serviço a Sua igreja na terra. O interesse pelo posicionamento hierárquico que possuiam antes da morte de Jesus foi diluído com a ressurreição e a vinda do Espírito Santo.
Infelizmente alguns líderes contemporâneos com o desejo de alimentar seu egoísmo, arrogância e vaidade insistem em alterar o conceito primitivo de apóstolo para outro a fim de exercerem domínio sobre a igreja de Deus como se fossem proprietários dela. Esses homens se levantam e num ato de autounção se proclamam apóstolos e de imediato organizam a estrutura de suas igrejas. Nelas seu nome é mais citado que o de Jesus Cristo, o fundador da igreja que será arrebatada. Com o objetivo de justificarem a posição em que se autocolocaram geram ensinamentos e adotam costumes sem qualquer base escriturística ou fora do seu contexto. Com o tempo a pureza das Escrituras revela a verdadeira identidade dessas pessoas e a quem servem.
O apóstolo Pedro, nomeado por Jesus Cristo, um dos líderes da igreja primitiva, inspirado pelo Espírito Santo, dá-nos discernimento espiritual para identificarmos os verdadeiros e os falsos líderes. 1 Pedro 5. 1 – 4.
Em suas cartas o apóstolo Paulo não reserva palavras elogiosas aos falsos líderes que desejavam exercer o domínio sobre a igreja de Cristo na terra.
No exercício dos dons da graça ou espirituais temos a responsabilidade de imitar o Criador. Ele jamais improvisa em suas ações de amor e justiça. É inadmissível que cultivemos a rotina e a improvisação no trabalho que nos foi concedido na igreja de Deus em Cristo.
A saúde do corpo está vinculada a ação da Palavra de Deus em nós.
Felizes aqueles que se submetem ao comando do Espírito Santo.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O que sabemos da Palavra de Deus nos responsabiliza em seu cumprimento.
DETALHES
- Só pode ser considerado membro do corpo de Cristo, a igreja, quem exerce uma função, um serviço, um ministério.
- Ter o nome no rol de membros e não exercer função no corpo de Cristo é se colocar como acessório. O acessório não é parte integrante do corpo. Não tem vida e nem contribui para que haja vida.
APLICAÇÃO
Exercer com alegria e excelência a função dada por Deus.
PENSAMENTO
Se cada membro do corpo de Cristo fizer o melhor em sua função a igreja será saudável.
VERSÍCULO PARA DECORAR
A fim de que não haja divisão no corpo, mas, sim que todos os membros tenham igual cuidado uns pelos outros. v. 25. (NVI).
ORAÇÃO
Obrigado Senhor porque o Teu Espírito Santo me introduziu no corpo de Cristo e me capacita a exercer com excelência a função a mim reservada para a honra do Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito.

sábado, 14 de maio de 2011

1 Coríntios - ESTUDO 19: DONS DA GRAÇA – cap. 12. 1 – 11.

Neste texto encontramos:
- O cristão fiel não ignora os dons espirituais disponibilizados à igreja de Deus pelo Espírito Santo. v. 1.
- Onde estávamos e onde estamos. Como estávamos e como estamos. A distância entre o passado e o presente mostra se houve avanço ou não na vida cristã. v. 2.
- A pessoa que se submete ao comando do Espírito Santo reconhece a autoridade de Jesus Cristo como Senhor em sua vida. Jamais O amaldiçoa ou desiste Dele. v. 3.
- Há diversidade de dons, ministérios e operações, mas é a Divindade (Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito Santo) quem doa, ministra e opera tudo em todos. v. 4 – 6.
- As manifestações do poder do Espírito Santo na vida do cristão visam ao bem comum. v. 7.
- Dons da Graça concedidos pelo Espírito Santo: a) palavra de sabedoria; b) palavra de ciência ou conhecimento; c) fé; d) dons de curar; e) operação de maravilhas; f) profecia; g) discernimento de espíritos; h) variedade de línguas; i) interpretação de línguas. v. 8 – 10.
- É o Espírito Santo quem doa e administra os dons da Graça na igreja. Concede os dons a quem quer. Determina o tempo, o ambiente e como o dom será usado. Não há migração dos dons espirituais entre os santos por iniciativa humana. O Espírito Santo não transfere a homens o que é da Sua competência realizar. Dá discernimento aos Seus servos para que identifiquem a veracidade ou a falsidade dos dons na igreja. Essa é Sua forma de protegê-la dos inimigos. v. 11.
VISÃO GERAL
O apóstolo Paulo, mestre na argumentação e no convencimento, faz saber que os dons ou as capacitações espirituais concedidos pelo Espírito Santo à igreja não devem ser ignorados. São indispensáveis no cumprimento dos propósitos de Deus através de Sua igreja na terra. É o Espírito Santo quem gera a vida de Deus na igreja, dá a cada membro uma função e faz com que eles a exerçam em excelência e responsabilidade para a glória de Deus e edificação mútua.
Os dons do Espírito Santo são diferentes dos dons naturais (talentos) concedidos por Deus à humanidade e resultado de Sua graça comum a todos.
FOCALIZANDO A VISÃO
Inicialmente o apóstolo Paulo alerta os irmãos coríntios de que a existência dos dons concedidos pelo Espírito Santo à igreja na realização dos propósitos de Deus na terra é uma realidade espiritual que não deve ser ignorada.
O Espírito Santo é a fonte e o administrador dos dons espirituais. É Ele e não nós quem opera o querer e o realizar de Deus em Sua igreja.
A cada nova necessidade da igreja corresponde um dom espiritual a ser descoberto e exercido. As várias listas de dons apresentadas pelos apóstolos confirmam esse raciocínio. Sendo assim é impossível elaborar uma lista enumerando todos os dons.
A multiforme sabedoria divina atua na igreja através dos dons do Espírito. Efésios 3. 10.
A soberania divina fixa o tempo de permanência do dom espiritual disponibilizado à igreja. Não cabe ao homem determinar a dispensa ou declarar a inexistência dos dons espirituais.
A seguir o apóstolo Paulo relaciona alguns dons que o Espírito Santo concede à igreja de Cristo.
a) Palavra de sabedoria: capacitação dada pelo Espírito Santo na solução de impasses. 1 Reis 3. 16 – 28; Mateus 22. 15 – 22; Atos 5. 34 - 40.
b) Palavra de ciência: capacitação dada pelo Espírito Santo na revelação de mistérios divinos. Mateus 22. 23 – 33.
c) Fé: capacitação dada pelo Espírito Santo na realização do que é invisível e impossível aos olhos humanos. Lucas 1. 38.
d) Dons de curar: capacitação dada pelo Espírito Santo para curar enfermidades. Lucas 4. 40.
e) Operação de maravilhas: capacitação dada pelo Espírito Santo na realização de ações incomuns. João 6. 16 - 21.
f) Profecia: capacitação dada pelo Espírito Santo para expor a Palavra de Deus revelada nas Escrituras e aquelas que puderem receber o seu apoio. Atos 11. 28; 27. 21 - 44.
g) Discernimento de espíritos: capacitação dada pelo Espírito Santo para discernir se a mensagem tem origem em Deus, no homem ou em Satanás. Mateus 16. 13 – 23; Atos 5. 1 – 11; 16. 16 – 18.
h) Variedade de línguas: capacitação dada pelo Espírito Santo para falar um idioma desconhecido pelo emissor seja de origem celeste ou terrestre e cujo conteúdo glorifique a Deus e edifique aqueles que o ouvem. Se não houver edificação da igreja esse dom deve ser usado apenas nos momentos devocionais em particular. O idioma espiritual é expresso em frases seqüenciais, não repetitivas e cujas palavras tem significado próprio na comunicação com Deus. Edifica espiritualmente quem fala, mesmo que não o entenda. A edificação espiritual sem entendimento é um mistério espiritual não alcançado ou explicado pela lógica humana. O Espírito Santo, se desejar, pode conceder a quem fala a capacidade de entendimento e exposição. 1 Coríntios 14. 1 - 24, 39.
i) Interpretação das línguas: capacitação dada pelo Espírito Santo para entender e interpretar um idioma desconhecido, celeste ou terrestre, e cuja mensagem glorifique a Deus e edifique quem ouve. 1 Coríntios 14. 13.
Os dons espirituais são presentes do Espírito Santo à igreja que pastoreia. É de Sua competência distribuí-los. Um presente se acolhe. Não se reivindica. Não se luta para consegui-lo. Não é mérito. É a ação do amor de Deus imerecido por nós, isto é, Sua Graça.
Os dons espirituais glorificam a Deus, edificam a igreja, promovem saúde espiritual ou física, trazem a paz e reconciliam o mundo com Deus.
Não peçamos o que Deus em Sua Graça decidiu nos dar. Ele jamais nos dará o que contraria os Seus interesses. O Senhor nos conhece suficientemente. Nosso pedido a Deus é para que o Seu Espírito nos dê discernimento na descoberta dos dons que Ele já nos reservou. Nossa disposição em ler a Sua Palavra, manter comunhão permanente em oração e servi-Lo nas oportunidades que nos são oferecidas na igreja e fora dela é uma forma de fazermos essa descoberta.
Deus tem prazer em revelar Seus propósitos aos filhos obedientes porque sabe do interesse deles em servi-Lo em reverência e amor. Gênesis 18. 17 – 18; Amós 3. 7.
Se não sabemos o que nos convém nos pedidos comuns, muito menos saberemos pedir o que é da competência do Espírito Santo nos dar. Deus que nos conhece mais do que nós nos conhecemos não abre mão de Sua glória e soberania na distribuição e na capacitação para uso dos dons espirituais. Romanos 8. 26 – 27.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- O servo que tem prazer em servir recebe do Espírito Santo o dom que lhe está destinado.
DETALHES
- O batismo no ou com o Espírito Santo é nossa imersão na Pessoa e na ação ministerial do Espírito Santo. Sua ação plena em nós é vista através do exercício dos dons da Graça. Ele nos envolve completamente e nos torna instrumentos da manifestação da glória de Deus.
- Dons são capacitações dadas pelo Espírito Santo aos crentes e imprescindíveis à missão da igreja na terra. Ex. ensino.
- Ministérios são os serviços, isto é, as áreas onde o Espírito Santo deseja que prestemos serviço em Sua igreja. Ex: ministério do ensino aos adultos, aos jovens, aos adolescentes e às crianças.
- Operações são as formas, as estratégias, como os ministros realizarão o seu trabalho específico, no caso, ensino, com cada faixa etária.
- O novo nascimento e a produção de frutos para Deus nos abre espaço para o recebimento dos dons espirituais.
APLICAÇÃO
- Exercer com excelência o dom recebido.
PENSAMENTO
Estar no corpo de Cristo é um privilégio. Exercer função nele é responsabilidade intransferível.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“A cada um, porém, é dada a manifestação do Espírito visando ao bem comum. v. 7.
ORAÇÃO
Movimenta Senhor a minha vontade para realizar a função que o Senhor me reservou através da ação do Teu Espírito em mim.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

1 Coríntios - Estudo 18: CELEBRAÇÃO DA CEIA DO SENHOR – cap. 11. 17- 34.

Neste texto encontramos:
- Em seus encontros a igreja deve buscar o melhor e não o pior. v. 17.
- Onde há dissensões o amor de Cristo não pode ser vivido comunitariamente. v. 18.
- É nas divergências que as pessoas revelam o seu interior. Nele é descoberto o que há de verdadeiro ou falso. v. 19.
- A Ceia do Senhor não é em si uma refeição coletiva ou comum realizada periodicamente pela igreja. Ao instituí-la na última páscoa judaica que participou na terra o Senhor Jesus Cristo deu-lhe significados permanentes: memorização e anúncio de Sua morte substitutiva em favor daqueles que Nele crêem como Senhor e Salvador; estabelecimento e marca visível da Nova Aliança; presença espiritual nos discípulos; ressurreição e promessa de retorno. v. 20 – 22, 33 – 34; João 6. 32 – 59, 63.
- A Ceia do Senhor é para ser realizada pela igreja com a mesma solenidade, significado e reverência que Cristo a celebrou na presença dos discípulos. v. 23 – 26; Mateus 26. 26 – 30; Marcos 14. 22 – 26; Lucas 22. 17 – 20.
- Dois elementos fazem parte da Ceia do Senhor e ambos remetem à Jesus: o pão nos traz à lembrança o corpo de Jesus Cristo ao qual foram transferidos os nossos pecados que O levaram à morte como se pecador fosse; o vinho contido no cálice nos traz à lembrança o sangue purificador de Jesus, disponível em sua função a quem confessa e deixa seus pecados. É o sangue do Cordeiro de Deus. Pão e vinho são sinais da Nova Aliança ou do Novo Testamento escrito por Jesus e no qual fomos incluídos como Seus co-herdeiros. v. 24 – 25; João 12. 24; 15. 1; 2 Coríntios 5. 21; Efésios 2. 11 - 22.
- A Ceia do Senhor é uma celebração que anuncia permanentemente a morte substitutiva do Senhor Jesus até o Seu retorno para levar Sua igreja à Casa do Pai. A igreja de Deus celebra a Ceia do Senhor pensando nesse grande e glorioso encontro. v. 26; Mateus 26. 29.
- A Ceia do Senhor não pode ser celebrada de forma indigna. Celebrá-la fora do seu verdadeiro significado atrai sobre os participantes a condenação reservada àqueles que não respeitam a Deus e Sua Palavra. A participação nela está restrita aos fiéis discípulos de Jesus Cristo. Não é um evento social ou mera formalidade religiosa. Participam dela os santificados. Ela não tem em si poder purificador. Não é, também, mediadora de benefícios divinos. v. 27, 29.
- O auto-exame do crente é feito diariamente à Luz das Escrituras para que expresse em seu caráter o querer de Deus. Faz isso para não ter de si uma imagem incorreta baseada no autojulgamento ou no julgamento de outros a seu respeito. Essa é a maneira eficaz na construção do relacionamento correto com Deus e as pessoas. Nenhuma pessoa, coisa ou circunstância pode ser usada como motivo para justificar a dispensa na participação na Ceia do Senhor. Não temos competência para nos julgar adequadamente. A dignidade ou indignidade na participação da Ceia do Senhor é decisão divina e não nossa. É o Espírito Santo em Sua Palavra que nos dá convencimento do certo e do errado. A Ceia do Senhor oportuniza a confissão de pecados, a reconciliação e o recomeço no caminho da retidão. Abster-se da Ceia do Senhor é opor-se ao seu significado é se manter em rebeldia. Enquanto temos vida na terra Deus está disponível para a reconciliação e o perdão. Recusar-se a ser tratado pela graça e misericórdia divina é uma decisão insensata e de consequências temporais e eternas. v. 28, 31.
- Participar da Ceia do Senhor desconsiderando o seu significado é autocondenar-se. v. 29.
- A negligência espiritual tem conseqüências temporais e eternas. v. 30.
- O julgamento divino, no presente, na forma de censura, disciplina ou perdão tem o objetivo de nos trazer à retidão para que não sejamos condenados no futuro. v. 32; Hebreus 12. 4 - 13.
- O autodomínio é inerente ao caráter de quem se submete ao domínio de Deus. v. 33.
- Nas refeições coletivas o alimento deve ser partilhado com todos e não com alguns. A educação cristã é virtude a ser cultivada socialmente. v. 34.
VISÃO GERAL
Inicialmente o apóstolo Paulo censurou o comportamento desordenado de alguns dos irmãos da igreja de Deus em Corinto por ocasião das assembléias e mais especificamente durante a celebração da Ceia do Senhor.
Eles uniam o espírito crítico ao desejo de impor aos demais irmãos a sua forma pessoal de pensar e se conduzir. Isso gerava conflitos. Precisavam cultivar o respeito mútuo sendo ordeiros e amáveis. Resistiam em transferir o que sabiam a sua vivência.
FOCALIZANDO A VISÃO
Paulo, mestre e pastor, trabalhou intensamente na construção do caráter cristão na igreja de Deus em Corinto. Seguiu a metodologia do seu Mestre, Jesus Cristo, ao associar o elogio e a censura para que houvesse unidade entre o reconhecimento e a correção. Sempre haverá algo a aprender ou a ser reforçado em nosso caráter. Lucas 7. 1 – 10; 10. 37 – 54.
O elogio e a censura, na dose certa, moldam o caráter. Elevam a auto-estima, contribuem para uma auto-imagem positiva e oferecem desafios a serem ultrapassados. São antídotos eficazes contra o orgulho, o egoísmo, a vaidade, a inércia e a preguiça.
Elogiar é reconhecer qualidades e incentivar sua repetição. A lisonja é o elogio falso e não corresponde ao que a pessoa é e faz. É uma seta venenosa porque traz em si interesses escusos (ocultos).
A censura inteligente propõe novos caminhos. É desafio centrado nas Escrituras. Contribui para o auto-exame, a superação e as mudanças. Não é a crítica pela crítica. É sinal de alerta de quem verdadeiramente ama.
Como líder experiente o apóstolo Paulo jamais esperou que todos os membros da igreja acolhessem igualmente o ensino da Palavra de Deus, mas elogiou aqueles que a obedeciam demonstrando com isso o amor a Deus e a Seu servo.
Com essa visão de educação cristã o apóstolo Paulo escolhe como tema principal de sua exposição didática a Ceia do Senhor.
A celebração da Ceia do Senhor e do batismo representam o ponto culminante da comunhão na igreja de Cristo. Na Ceia lembramos o que Cristo fez pelos salvos e no batismo o que Cristo faz na vida daqueles que O acolhem como Senhor e Salvador.
O batismo fala de nossa unidade com Cristo em Sua morte e ressurreição. É o marco que sinaliza o início da nossa condição de mortos para o sistema do mundo sem Deus e vivos para a Nova Vida de ressuscitados com Ele.
O batismo celebra publicamente a chegada de um novo irmão na família de Deus. É o acolhimento em amor daquele que nasceu de novo. Somente crentes são batizados.
A Ceia do Senhor celebra a unidade da igreja com Cristo em Sua morte e ressurreição. Ao participar da Ceia do Senhor a igreja se lembra da morte de Jesus Cristo a seu favor. O pão traz à memória que somos com Jesus Cristo um só corpo no qual Ele é a cabeça e nós, Seus membros. A verdadeira igreja de Jesus Cristo está sob o Seu comando e a Ele deve obediência. O vinho traz à memória o sangue purificador de Jesus Cristo. Não há pecado confessado que não possa ser perdoado por Ele. 1 João 1. 5 – 10.
O batismo e a Ceia do Senhor são inseparáveis. O esperado, dependendo do trabalho da igreja, seria que em cada celebração da Ceia do Senhor houvesse o batismo de novos crentes. Um batistério seco é sinal de que a igreja não está trabalhando como deve na evangelização e discipulado.
O crescimento natural da igreja é visto no batistério e na forma como os batizados são discipulados para que sejam crentes produtivos.
A transferência de membros entre as igrejas, movida pelo carisma (poder de atração) dos líderes, do louvor ou do número de assistentes não pode ser considerado como crescimento natural da igreja.
Infelizmente em Corinto, o momento solene da celebração da Ceia do Senhor estava sendo utilizado irreverentemente. Era preciso uma urgente correção de rumo e o apóstolo estava preparado para com amor e autoridade espiritual realizar essa missão.
Quem desejasse se alimentar o quanto quisesse deveria fazê-lo em sua própria casa e não na casa de Deus.
O modelo a ser adotado na celebração da Ceia do Senhor já havia sido estabelecido pelo Senhor Jesus momentos antes do Seu sacrifício. Mateus 26. 26 – 30.
Jesus Cristo determinou que apenas o pão e o vinho seriam utilizados na celebração da Ceia do Senhor. A renúncia, a obediência irrestrita e uma vida sacrificial estavam embutidas no significado desses dois elementos. Tanto o derivado do trigo como o derivado da videira até que fossem produto final, como pão e vinho, haviam passado anteriormente por um processo de intensa maceração. Com isso, o Senhor Jesus mostrou aos Seus primeiros discípulos de forma antecipada o que ocorreria com Ele algumas horas depois em atendimento ao pleno amor e justiça de Deus. Para a nossa salvação Deus não poupou Seu único Filho. Essa é a mensagem central da Ceia do Senhor, daí a reverência exigida em Sua celebração.
O sacrifício de Jesus Cristo como Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo trouxe sofrimento ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Foi o sacrifício perfeito e eterno que nos reconcilia com Deus e nos torna inculpáveis e aceitáveis diante Dele. A igreja não realiza outro sacrifício em favor de sua salvação ou vida com Deus porque a Graça divina é suficiente e foi revelada na morte e ressurreição de Jesus Cristo.
Os coríntios deveriam chegar a esse entendimento para que não dessem espaço a qualquer tipo de leviandade na celebração da Ceia do Senhor. Com eles, nos incluímos nessa aprendizagem. João 12. 24; 15. 1.
A solenidade da Ceia do Senhor nos encoraja a viver o Evangelho com a mesma disposição de entrega voluntária de Jesus. A leitura do Evangelho de João nos ensina como Jesus se conduzia em seu ministério terreno. A nosso respeito assim Ele se expressou: “Lembrai-vos da palavra que vos disse: ‘Não é o servo maior que o seu senhor. Se eles me perseguiram, também vos perseguirão. Se guardaram a minha palavra também guardarão a vossa”. João 15. 20. Unido a esse mesmo pensamento assim declarou o apóstolo Paulo aos nossos irmãos em Filipos: “Pois a vocês foi dado o privilégio de não apenas crer em Cristo, mas também de sofrer por ele”. Filipenses 1. 29. NVI.
No ministério de Jesus os judeus se opunham terminantemente à Sua divindade. Hoje há cristãos que de forma determinada se opõem ao comando de Jesus em suas vidas. Mentirosamente nas celebrações declaram que vão serví-Lo, vão obedecê-Lo. Ironicamente não afirmam quando isso ocorrerá. Querem-no como Salvador e não como Senhor. Quem não serve a Cristo como Senhor como poderá exaltá-Lo como Salvador? É preciso reagir a esse espírito de hipocrisia e apostasia. Se Deus por nos amar deu o que possuía, Seu Filho, por que vamos amá-Lo com as sobras ou como dizem alguns: apaixonar-se por Ele?
A volta ao primeiro amor é uma necessidade na igreja contemporânea. Isso é feito quando Sua Palavra é autoridade em nossas vidas e a obedecemos pela comunhão na oração e no serviço.
O retorno aos princípios do Evangelho nos colocam no lugar certo. Só assim o verdadeiro significado da celebração da Ceia do Senhor será em nós revigorado. Leia o Hino 308 do Hinário para o Culto Cristão ainda hoje em sua hora de devoção particular.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Estar unido a Cristo significa assumir os custos e os benefícios dessa união.
DETALHES
- A Ceia do Senhor é do Senhor e dela participa quem está em aliança com o Senhor e com Sua igreja independente de denominacionalismo.
- Em cada celebração, a Ceia do Senhor, aponta para o passado, o presente e o futuro.
- No passado: o sacrifício de Jesus, Sua morte e ressurreição foram manifestações da Graça, da Misericórdia e da Justiça de Deus que nos abriu pela fé o caminho da salvação. Romanos 5. 1 - 2; Efésios 2. 18; 3. 12.
- No presente: o sacrifício de Jesus, Sua morte e ressurreição nos apresentam o significado da nova vida. Diariamente nos separamos para Deus como fez Jesus e declaramos a nossa morte aos interesses do mundo sem Deus. Assumimos os custos do sacrifício vivo, santo e agradável como ressuscitados Nele. O mundo nos vê mortos, mas na verdade vivemos para servir a Deus. Isaías 53; João 1. 29; Romanos 6. 11; 1 Coríntios 5. 7.
- No futuro: o sacrifício de Jesus, Sua morte e ressurreição serão apresentados ao mundo como cumprimento das promessas de Deus na vitória permanente sobre a morte e no acolhimento da vida eterna para aqueles que creram em Seu Filho e O receberam como Senhor e Salvador. 1 João 3. 1 – 3; Apocalipse 5. 9 – 13.
APLICAÇÃO
- Na celebração da Ceia do Senhor renove os votos de fidelidade à aliança feita com o Senhor Jesus Cristo por ocasião do batismo.
PENSAMENTO
A Ceia do Senhor nos une a Cristo e aos irmãos e nos responsabiliza como Filhos de Deus.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Examine-se, pois, o homem a si mesmo, e assim coma deste pão e beba deste cálice”. v. 28.
ORAÇÃO
Obrigado Senhor pelo privilégio de participar da Ceia estabelecida por Ti.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

1 Córíntios - Estudo 17: ELOGIO, CENSURA E DOUTRINA - cap. 11. 2 – 16.

Neste texto encontramos:
- Elogio pelo reconhecimento e obediência. v. 2.
- Ordenação existente no Reino de Deus e na família na presente era. v. 3.
- Reverência no culto dentro do contexto cultural da época. v. 4 – 10, 13 - 15.
- Diante de Deus tanto o homem como a mulher foram feitos para a interdependência e a mutualidade. O homem e a mulher unidos no casamento pelo Senhor alcançam respectivamente o padrão esperado de masculinidade e feminilidade na paternidade e na maternidade. 11.
- No inicio da história a mulher proveio do homem. Durante a história o homem provém da mulher. Essa foi a forma adotada por Deus para honrar a ambos e entre si. v. 12.
- A igreja é conciliadora e reconciliadora. Os acordos e relacionamentos são estabelecidos tendo as Escrituras como base. Todo conflito que não visa ao enriquecimento mútuo deve ser abortado. v. 16.
VISÃO GERAL
Ao orientar as igrejas o apóstolo Paulo faz uso dos princípios das Escrituras, mas não desconsidera a cultura local naquilo que poderia interferir no testemunho do Evangelho. Essa conduta levava em conta que a igreja é comunidade espiritual e social. Possui natureza divina porque Sua cabeça é Jesus Cristo e humana porque é formada por pessoas.inseridas na realidade social. Em Corinto foi dada uma orientação local sobre o procedimento dos cristãos no culto e no seu testemunho pessoal junto à comunidade oriental e greco-romana. As igrejas de outras regiões não receberam o mesmo ensino porque a elas não se aplicava a mesma regra. Esse é um dos aspectos que caracteriza o Evangelho: a sua adaptabilidade à cultura local sem que seus princípios sejam negados. 1 Coríntios 9. 1 9 – 23.
FOCALIZANDO A VISÃO
Paulo possuía credibilidade e autoridade espiritual mesmo que alguns da igreja não reconhecessem isso. Aqueles que honravam o seu ministério não deixaram de ser lembrados por ele com palavras de apreço. Deus abençoa Seus servos independente do que as pessoas possam pensar deles. Jesus é exemplo desse amor.
Além disso, o apóstolo era homem de Deus, dotado de inteligência espiritual e discernimento. O Espírito Santo o capacitava para transmitir a Sua igreja os procedimentos adequados nas situações conhecidas ou desconhecidas da nova vida em Cristo. Esse atendimento está à disposição da liderança da igreja contemporânea que a cada dia é surpreendida com temas ou circunstâncias nunca antes imaginadas.
Em sua argumentação o apóstolo descreve aos coríntios o que as Escrituras declaram sobre o ordenamento no Reino de Deus e na família na presente era. Na eternidade com Deus esse relacionamento levará em conta a nova realidade celeste. João 5. 30; 10. 38; 14. 10, 24; Gênesis 2. 18 – 25; 3. 16; 4. 1 – 2.
Inicialmente temos a presença do Deus-Pai que através do Seu Espírito Santo exerceu o comando das ações ministeriais de Jesus, como homem, em Seu ministério terreno. Daí a expressão de que Deus é a cabeça de Cristo. Tudo o que Cristo fez em Sua natureza divino-humana no ministério terreno estava em unidade com o Pai. Mesmo tendo consciência de sua co-igualdade em divindade com o Pai e o Espírito Santo, Jesus Cristo submeteu-se plenamente ao que lhe caberia realizar. Era humilde de coração. João 16. 28.
A submissão do Filho de Deus ao Pai é a mesma que o homem deve ter em relação a Cristo, Sua cabeça ou líder soberano. Em tudo temos a quem recorrer. Sua é a mentoria. A mesma submissão cabe à mulher cujo marido mantém essa relação com Cristo. Caso ela tenha optado pelo jugo desigual, desobedecendo assim a Deus, o custo da submissão é maior, mas não dispensável naquilo que não contraria sua obediência a Deus.
Jesus se fez co-igual ao homem em sua humanidade para que fosse possível o Seu sacrifício substitutivo. Sendo Deus e homem estava habilitado para ser o Mediador Perfeito, Senhor, Salvador e Juiz em nossa reconciliação com Deus. Logo, por tudo o que Cristo fez por nós, aquele que se submete a Cristo como sua cabeça bem ordena sua vida espiritual e material.
A seguir o apóstolo fala do relacionamento conjugal no qual o homem é diante de Deus o responsável por sua mulher e, por conseguinte, sua cabeça. Esse raciocínio é confirmado por ocasião do diálogo mantido com o homem logo após a queda. Era do conhecimento de Deus que a mulher O havia desobedecido primeiro, mas o Senhor chamou em primeiro lugar o homem. Dele exigiu explicações e cobrou responsabilidades porque sendo um com a mulher não poderia se isentar de responsabilidade pelo pecado cometido por sua esposa. Ao ser conivente com o pecado da mulher sua co-igual, pecando com ela, o homem precisava ser chamado à prestação de contas com o Criador. Dele veio a mulher. Submisso a sua rebeldia instalada com a natureza pecaminosa, o homem acusou o Criador pela bênção Dele recebida: a mulher. Essa atitude gerou a primeira crise conjugal da história. A seguir, Deus aplicou a cada criatura o Seu juízo de acordo com o pecado cometido. A responsabilidade da desobediência é pessoal mesmo que as conseqüências sejam partilhadas. Ainda hoje na família é assim. O pecado de um afeta a todos.
Uma verdade está estabelecida e não pode ser contestada: é a Deus que respondemos em primeiro lugar pela nossa obediência ou desobediência. 2 Samuel 12. 12 – 13.
A atitude de Deus em relação ao homem comprova que o homem é a cabeça da mulher. A declaração divina ratifica Suas intenções. ‘...Teu desejo te impelirá (a conduzirá) ao teu marido e ele te dominará’. Gênesis 3. 16b. (BJ). Além disso, a mulher foi formada por causa do homem. Veio como suprimento de suas carências. Gênesis 2. 18, 22. Para que o homem não humilhasse aquela que lhe estava em submissão, o Senhor concedeu a ela o dom da maternidade. Como a mulher foi tirada das entranhas do homem pela intervenção pessoal de Deus, o homem vem da mulher pela intervenção pessoal do próprio homem sob o comando de Deus.
Diante de Deus e entre si tanto o homem como a mulher são dignos de honra porque ambos foram criados à Sua imagem e semelhança. Devem manter essa honra mútua em obediência ao ordenamento divino, seja como esposo, esposa, filho ou filha. Gênesis 1. 26 – 28.
Por outro lado, era necessário que essa honra, como marido e mulher, se tornasse visível a fim de que a posição inicial do homem e da mulher, um em relação ao outro fosse conhecida dos homens e dos anjos.
Essa distinção, em épocas passadas e na época em que a carta foi escrita era o uso do véu por parte da mulher casada e da solteira. A primeira anunciava que estava submissa a alguém que era sua cabeça, ou seja, seu marido e a segunda, a seu pai. Com o tempo, a distinção entre ambas seria também definida pelo tipo de véu, cor, modelo ou forma de uso. “e perguntou ao servo: Quem é aquele homem que vem pelo campo ao nosso encontro? respondeu o servo: É meu senhor. Então ela tomou o véu e se cobriu”. Gênesis 24. 65.
A argumentação paulina em Corinto visava ensinar às mulheres casadas e solteiras que a liberdade oferecida pelo Evangelho as colocava como mulheres cristãs em dignidade diante do marido, do pai, da igreja e da sociedade. Não poderiam desconsiderar o que Deus já havia estabelecido como princípio de relação. A submissão delas não dava ao marido ou ao pai o direito de oprimi-las como os não cristãos faziam com suas esposas e filhas. Essa liberdade em Cristo, porém, não as liberava para dar ocasião à carne em sua rebeldia como faziam as mulheres sem o temor de Deus.
O desprezo ao uso do véu configurava insubmissão e semelhança com as mulheres de vida reconhecidamente imoral principalmente em Corinto onde predominava a cultura oriental e greco-romana. Se as mulheres cristãs se recusassem a usar o véu, os homens não cristãos não poderiam diferenciar umas das outras e assim atribuir à igreja a manutenção em seu interior de mulheres de vida imoral, mesmo que não fossem. Essa forma de reconhecimento cultural e social da mulher submissa ao marido ou ao pai era algo que não poderia ser desconsiderado pela igreja levando-se em conta ainda a mensagem transformadora do Evangelho.
Por outro lado, as irmãs obedientes ao costume do uso do véu consolidado na cultura local, sentir-se-iam incomodadas ao terem na igreja aquelas que se recusavam a usá-lo. Como poderiam ensiná-las a se submeterem aos maridos e pais se elas decididamente se rebelavam contra o princípio de submissão estabelecido pelo Senhor no início da história? Tito 2. 3 – 5.
O problema vivido na igreja era de tal magnitude que exigia urgente definição apostólica e Paulo não se furtou a sua responsabilidade como pastor. Não transferiu a outros o que era da sua competência arbitrar.
Paulo argumenta sobre a necessidade das mulheres cristãs em Corinto manterem não somente o cabelo comprido, mas usarem também o véu. Essa decisão as diferenciaria das mulheres imorais, as isentaria de propostas indecorosas por parte dos não cristãos e não exporia à vergonha e ao repúdio suas irmãs em Cristo membros da mesma igreja.
O principio da liberdade cristã foi exposto claramente pelo apóstolo Paulo aos irmãos em Corinto, Roma e na região da Galácia em situações diferentes de impasse. Leia 1 Coríntios 6. 12; 8. 9; 10. 23; Romanos 8. 1; 14. 15; 15. 1 – 3; Gálatas 5. 1, 13.
Aos homens o apóstolo Paulo recomenda que se mantivessem em honra diante do Senhor em sua vida particular e social. A sua forma de se apresentar no culto a Deus era importante para que não fossem confundidos com aqueles que não temem ao Senhor. Daí a recomendação para que não tivessem a cabeça coberta e se apresentassem com os cabelos aparados como se portavam culturalmente os homens de bem. Se o comparecimento diante das autoridades exigia dignidade por que não fazer uso dela no culto a Deus?
Paulo finaliza suas admoestações declarando que os cristãos deveriam investir o seu tempo naquilo que fosse útil ao Evangelho e não em criar situações embaraçosas à igreja de Deus.
Em nossos dias a igreja enfrenta problemas de outra natureza numa cultura em permanente mudança principalmente com o avanço científico e o advento da tecnologia da comunicação (rádio, televisão, internet, telefones móveis, jornais, revistas e outras formas de mídia). Ao lado da bênção que cada um deles representa não está descartada a maldição dependendo da forma como são utilizados. O poder da mídia e do entretenimento tem interferido na cultura evangélica de tal modo que precisamos repensar como ser igreja em nossos dias, sem nos afastar dos princípios estabelecidos por Jesus Cristo no Sermão do Monte. Essa reflexão merece a atenção de líderes e liderados interessados na edificação da família de Deus. No mundo do entretenimento a igreja precisa decidir se permanecerá como igreja de Cristo ou local de entretenimento religioso. Muito pode ser dito sobre isso.
Hoje, as igrejas cristãs se dividem entre a necessidade ou dispensa do véu no culto de adoração a Deus. O que conta na verdade no culto a Deus não é só o que as pessoas vêem, mas o que Deus vê. As palavras de Jesus Cristo nos orientam nesse sentido Em conversa com uma mulher samaritana Ele deixou claro o que Deus vê e a quem Ele procura como adorador: “Mas a hora vem e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade, porque o Pai procura a tais que assim o adorem. Deus é Espírito e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade”. João 4. 23 – 24.
A atitude reverente diante de Deus durante o culto e fora dele, na vida comum, se expressa em nosso caráter e na forma como nos apresentamos ao mundo. Deus, o nosso Pai, nos deseja amorosos, alegres, pacíficos, pacientes, amáveis, bondosos, fiéis, mansos e equilibrados. Gálatas 5. 22 – 23.
Somente tendo a Jesus Cristo como nossa referência é que podemos ser referência no mundo sem Deus que espera de cada crente mais do que palavras. É assim que se anuncia o Evangelho: vivendo bem o que se sabe.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Princípios divinos foram estabelecidos para serem obedecidos.
- Ir além do que está escrito ou ficar aquém conspiram contra a saúde espiritual.
DETALHES
- Uma pessoa bem organizada em seu interior o será no seu exterior.
- Tudo o que precisamos na vida cristã já nos foi concedido pelo Espírito Santo. É só consultar as Escrituras.
- A igreja nem sempre estará de acordo com a sociedade, seus legisladores ou formadores de opinião.
- Não cabe à igreja chamar de preconceito o que Deus diz que é pecado.
- A Lei Moral de Deus está acima da legislação humana ou de contextos culturais. É à Lei de Deus e não à lei dos homens que a igreja deve obediência quando se trata de princípios espirituais e morais.
- É o Criador e não a criatura que deve receber a prioridade da obediência.
APLICAÇÃO
- Obedecer é melhor.
- A evangelização não pode estar desconectada da cultura local, mas não se submete a ela.
PENSAMENTO
A igreja contemporânea identifica-se como noiva de Cristo através do véu da santidade e obediência.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Mas se alguém quiser ser contencioso, nós não temos tal costume e nem a igreja de Deus. v. 16.
ORAÇÃO
Ensina-me Senhor a honrar a Ti em minha comunidade.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

1 Coríntios - Estudo 16: COERÊNCIA CRISTÃ – cap. 10. 14 – 23.

Neste texto encontramos:
- Deus não admite que alguém ou algo ocupe na vida de Suas criaturas o lugar que lhe é devido. Transferir a pessoas ou a objetos a adoração, a reverência, a obediência irrestrita e a confiança que devemos a Deus, é idolatria. Fuja disso. v. 14; Êxodo 20. 1 – 7; Jeremias 17. 5 - 11.
- O uso que fazemos da verdade que há nas Escrituras mostra se somos sábios ou insensatos. v. 15.
- A participação na Ceia do Senhor revela nossa unidade com Deus em Cristo pelo Espírito Santo e a unidade a existir em Sua igreja. v. 16.
- Na Ceia do Senhor o pão simboliza o corpo de Cristo e a unidade da igreja Nele como Seu corpo. v. 17.
- Na Antiga Aliança o culto praticado por Israel os unia como povo de Deus sob um mesmo altar. Na Nova Aliança o culto praticado pela igreja em espírito e verdade une espiritualmente seus participantes a Deus a quem adoramos e servimos. v. 18; João 4. 23 – 24; 1 Coríntios 6. 17.
- Quem presta culto a Deus jamais se unirá aos ímpios em suas práticas visíveis ou ocultas no culto aos demônios. Luz e trevas são inconciliáveis. Sincretismo religioso é sinônimo de demonismo. Não faça aliança com pessoas, instituições ou coisas que venham comprometer sua aliança com Deus. v. 19 - 21; Amós 3. 3; 2 Coríntios 6. 14 - 18.
- Ai daqueles que se voltam contra os princípios estabelecidos por Deus e O provocam com pecados deliberados. A Graça de Deus não anula Sua Justiça. Deus sempre age na integridade do Seu Caráter. v. 22.
- Só é verdadeiramente livre aquele que está preso à Palavra de Deus. Ele indica aos Seus servos o que convém, edifica e que não venha dominá-los. v. 23; Romanos 6. 22; Gálatas 5. 1, 13.
VISÃO GERAL
No ministério terreno do Senhor Jesus uma de Suas marcas ministeriais foi a coerência entre o que pregava, ensinava e vivia. Essa atitude Lhe proporcionou autoridade espiritual e moral.
Amigos e inimigos reconheceram o caráter irrepreensível da pessoa e do ministério de Jesus. Em momento algum aqueles que se fizeram Seus inimigos O criticaram por qualquer procedimento incoerente que ferisse as Escrituras. A relutância deles em crer na divindade de Jesus recebeu a desaprovação de Satanás que insistentemente o chamou de Santo e Filho do Altíssimo e jamais foi repreendido por Jesus por declarar essa verdade proclamada anteriormente por Deus-Pai, pelo Deus-Espírito e pelos anjos. Mateus 3. 16 – 17; Marcos 1. 24; 5. 1 – 14; Lucas 1. 26 – 38.
A coerência é imprescindível à vida cristã principalmente em nossos dias quando o relativismo, a ausência de compromisso e a falta de seriedade no relacionamento com Deus e as pessoas levam cristãos a se parecerem com os pagãos, os ímpios. Deus conhece o interior e as intenções daqueles que se dizem Seus servos.
FOCALIZANDO A VISÃO
O apóstolo Paulo convida a igreja a se manter em fidelidade ao Senhor. Nada e ninguém podem ocupar o lugar que lhe é devido.
No mundo materialista que vivemos onde as pessoas são colocadas abaixo das coisas até o próprio Deus em Sua Divindade como Pessoa tem sido, infelizmente, colocado à parte da vida de Suas criaturas. Não é pequeno o número daqueles que tomam decisões como se não tivessem de prestar contas ao Criador no final da caminhada terrena. Somente nos momentos de crise ou no portal da morte se lembram de que a autossuficiência praticada com tanta convicção era apenas uma farsa, uma ilusão.
A insensatez no mundo religioso chega ao ponto de homens separarem homens para serem objetos da adoração dos seus semelhantes em frontal desrespeito às Escrituras. Tornam a adoração a homens um dogma, um decreto a ser obedecido passivamente pelos fiéis. Além disso, tem com esses ‘santos’ um relacionamento espiritual ilegal aos olhos de Deus ao fazer deles seus mediadores diante do Criador. Deus já elegeu desde a eternidade Aquele que é o Mediador único, suficiente e perfeito, o Senhor Jesus Cristo. Jamais o que o homem pensa e considera como verdade pode estar acima do que Deus pensa e decide. Isaías 55. 6 – 11; 1 Timóteo 2. 3 - 6,
A seguir o apóstolo Paulo compara a adoração na Antiga e na Nova Aliança.
Na Antiga Aliança Deus determinou que a adoração ao Seu Nome unisse o povo sob o mesmo altar no lugar que Ele havia designado. Os administradores dessa adoração foram escolhidos dentre os membros da tribo de Levi. Nenhuma oferta seria aceita sem que esses requisitos fossem plenamente cumpridos. Os desobedientes pagaram um alto preço. 1 Samuel 13. 8 – 14; 2 Crônicas 26. 16 – 21.
Na Nova Aliança Deus determinou que a adoração ao Seu Nome tivesse como mediador o Deus-Filho, o Senhor Jesus Cristo que se colocou como Caminho, Verdade e Vida. O relacionamento com Deus só pode ocorrer sob a mediação de Jesus Cristo. Ele é Senhor e Salvador. Atos 4. 12. Para trazer permanentemente à memória dos salvos essa verdade, o Senhor Jesus estabeleceu horas antes de sua prisão, julgamento injusto e morte, o cerimonial da Ceia do Senhor. Ele retrata a nossa comunhão com a Divindade (Deus-Pai, Deus-Filho e Deus-Espírito) e com Sua igreja, família de Deus e corpo de Cristo.
A Ceia do Senhor revela que os salvos e o Salvador estão unidos num mesmo espírito. Os propósitos de Deus são nossos propósitos e o Seu caráter e ações são nossos também. Tudo o que fazemos como salvos revela a nossa unidade com o Salvador.
Jesus Cristo determinou aos Seus discípulos, entre os quais fomos incluídos, que fizessem uso de apenas dois elementos para se lembrarem continuamente do Seu sacrifício substitutivo na cruz em nosso lugar. O suco extraído da videira simboliza Seu sangue derramado na cruz e que nos purifica de todo pecado. A massa do trigo simboliza Seu corpo no qual fomos incluídos como membros. Tanto o suco da videira como a massa de trigo, como produtos finais, sofreram um processo de maceração que simboliza a vida sacrificial e de renúncia de Jesus e Seus seguidores na caminhada por esse mundo. Jesus nos chamou para uma vida de compromisso e não de conforto na terra. O salvo aguarda na eternidade o seu verdadeiro descanso e conforto. Hebreus 4. 11.
Ao participar da Ceia estabelecida pelo Senhor o salvo declara sua aliança com Deus em Cristo pela mediação do Espírito Santo. Em sua nova natureza não adota ou mantém qualquer tipo de aliança que venha comprometer sua aliança em Cristo. Relacionamentos espirituais que fujam ao estabelecido nas Escrituras é culto aos demônios.
Não podemos cultuar a Deus se O desagradamos com nosso procedimento. O padrão de medida para vivermos o presente é Jesus Cristo e o que Ele ensina em Sua Palavra e não o que achamos ser correto. O servo reserva para si apenas a alternativa de obedecer ao seu Senhor.
Luz e trevas são incompatíveis.
Não podemos servir a Deus e a Satanás e seus demônios. Mateus 6. 24; Romanos 6. 16. 2 Pedro 2. 19b.
Aqueles que desejam viver uma vida dividida entre Deus e Satanás podem enganar as pessoas, mas serão chamadas futuramente à responsabilidade no dia da inevitável prestação de contas com o Criador. Nesse dia não caberá qualquer apelo à Graça e a misericórdia divina desconsideradas deliberadamente em vida pelo pecador. Aqueles que zombam de Deus ficarão sem argumentos diante Dele. Ele não aceitará as justificativas daqueles que rejeitaram a autoridade divina. Romanos 2. 16; 11. 22; Hebreus 4. 13.
Nossa liberdade em Cristo é medida pelo nosso compromisso com Ele. Deus está do nosso lado em tudo aquilo que não fere o Seu caráter.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
O crente coerente tem paz com Deus.
DETALHES
A autoridade espiritual e moral acompanha os crentes coerentes.
APLICAÇÃO
Seja um cristão coerente com as Escrituras.
PENSAMENTO
Fidelidade e coerência caminham juntas.
VERSÍCULO PARA DECORAR
Vocês não podem beber do cálice do Senhor e do cálice dos demônios; não podem participar da mesa do Senhor e da mesa dos demônios.
ORAÇÃO
Senhor, ajuda-me a ser coerente.

domingo, 1 de maio de 2011

1 Coríntios - Estudo 15: APRENDENDO COM O PASSADO - cap. 10. 1 – 13.

Neste texto encontramos:
- A história de Israel no deserto tem ensinamentos preciosos para a igreja de Cristo. v.1 – 11.
a) a presença da nuvem da glória de Deus representou para Israel: direção, ensino e proteção. Essas funções são exercidas na igreja pelo Espírito Santo. v. 1.
b) a proteção envolvente da nuvem da glória de Deus e a passagem pelo solo do mar Vermelho tendo as águas como muros à direita e à esquerda, símbolos de batismo, representaram de forma visível a providência divina na libertação do Seu povo a quem havia chamado do Egito tendo como mediador Moisés. O batismo na Nova Aliança realizado em Nome da Divindade (Pai, Filho e Espírito Santo) representa de forma visível a passagem das trevas à Luz, da morte à vida eterna oferecida gratuitamente a quem responde positivamente à Graça de Deus pela fé em Jesus Cristo – o perfeito Mediador. v. 2.
c) No deserto Israel foi alimentado pela água que brotava da rocha e pelo pão que caía do céu. A água e o pão simbolizavam a presença de Jesus Cristo, o Messias, no meio do Seu povo. Na Nova Aliança Ele é a Água e o Pão que dá vida eterna a quem Dele se alimenta. v. 3 – 4; João 4. 13 – 14; 6. 30 – 40, 47 – 58, 63.
d) Deus não se agrada daqueles que possuindo todas as evidências da salvação que há em Jesus Cristo ainda insistem em ignorá-la ou vivem de forma a desonrá-la. v. 5; Hebreus 4. 2.
- Cinco pecados ofensivos à Deus: cobiça, idolatria, imoralidade sexual, desafio à autoridade divina e murmuração. v. 6 – 10.
- A cobiça ofende a Deus porque considera Seu suprimento insuficiente. Quem senão Ele pode determinar o que realmente necessitamos? Números 11; Lamentações 3. 37; Provérbios 16. 1, 9, 33; Efésios 3. 20 - 21.
- A idolatria ofende a Deus porque desconsidera Sua Divindade. Não podemos substituir o EU SOU por alguém ou algo que nada é em soberania e poder. Deus proíbe que Suas criaturas tenham com alguém ou algo um relacionamento espiritual de dependência. Isso é ofensivo ao Caráter. Deus só se satisfaz quando é prioridade em nossa vida. v. 7; Êxodo 20. 1 – 7; 32. 1 – 35; Mateus 6. 24, 33.
- A imoralidade sexual de solteiros e casados ou entre si é uma forma de idolatria e ofende a Deus porque zomba de Sua Lei Moral e insulta Sua Santidade. O Senhor não deixa impunes aqueles que conscientemente O desafiam. v. 8; Números 25, 26; Salmo 106; Apocalipse 21. 8; 22. 15.
- Tentar a Deus é desconsiderar Sua Soberania e Autoridade. É provocá-lo com aquilo que antecipadamente sentimos ou sabemos que é ofensivo ao Seu Caráter. Deus não se deixa escarnecer, isto é, não admite que O façam objeto de zombaria. v. 9; Êxodo 20. 7; Números 21. 4 – 9; Lucas 4. 9 – 12; Gálatas 6. 7 – 8; Hebreus 10. 26 – 31.
- Murmuração é a insatisfação permanente com as manifestações do amor de Deus. Quem não se deixa amar por Deus e nem se alegra com o que Dele recebe ofende o Seu Caráter porque coloca o Provedor na condição de devedor. Desvalorizar o que se tem é arriscar-se a ficar sem e ainda se tornar objeto de disciplina. v. 10; Números 11. 1 – 6, 18 – 20, 31 - 33; 21. 5.
- A história passada de Israel é alerta constante para que a igreja não repita seus erros. v. 11a.
- A esperança na iminente volta de Cristo para buscar Sua igreja, confirma-se a cada profecia que se cumpre em nossos dias. v. 11b.
- A contínua vigilância e oração fortalecem quem está em pé. A queda pertence aos que não vigiam e oram. v. 12; Mateus 26. 41.
- Deus só permite que nos atinja o que podemos suportar ou superar. Cai na tentação quem quer e não porque Deus quis. Até que Cristo venha buscar a Sua igreja, o ministério do Espírito Santo estará em vigor na terra na vida dos salvos. Deus não pode ser responsabilizado pela irresponsabilidade humana. v. 13; Tiago 1. 13 - 17.
- O inimigo de Deus conhece as fragilidades humanas e busca explorá-las para que haja queda. Deus é fiel. Ele se dispõe a manter em pé os que obedecem a Sua Palavra. Os ingênuos, autossuficientes e desobedientes estão sujeitos à queda. Deus está pronto a restaurar os que caíram. Lembre-se: entre o prazer e o pesar há uma tênue linha de separação. Fique do lado do bem. Esse é o desejo de Deus. v. 14; Gênesis 39. 7 – 12; Isaías 30. 21.
VISÃO GERAL
O passado é imexível. Revisitá-lo pode ser uma experiência positiva ou negativa, um bem ou um mal. Tudo depende do que vamos buscar nele para o presente na construção do melhor para o futuro.
FOCALIZANDO A VISÃO
As falhas cometidas por Israel no deserto são usadas pelo apóstolo Paulo como lições preciosas à igreja para uma vida de acertos diante de Deus.
No período de transição no deserto Deus assumiu para Si toda a responsabilidade pelo bem estar do Seu povo no que dependesse Dele. Afinal, foi Ele quem enviou Moisés ao Egito conforme o tempo que havia anteriormente anunciado a Abraão e em atendimento às orações de Israel com pedido de livramento. Deus cumpre Sua Palavra e ouve o povo a quem ama, mesmo que não seja suficientemente amado e ouvido por ele. Gênesis 15. 13 – 14; Êxodo 3. 7 - 9.
Os sofrimentos de Israel no deserto ocorreram não pela vontade de Deus, mas em razão da rebeldia que em todo o trajeto revelaram. Como Pai amoroso o Senhor os conduziu oferecendo amparo e suprimento no tempo certo.
Em sua exposição o apóstolo Paulo relembra aos coríntios e a nós como igreja contemporânea algumas verdades a serem consideradas. Somos tão carentes quanto eles do exame cuidadoso das Escrituras.
Inicialmente relata que os antepassados tiveram a direção, a proteção, o conforto, a alegria, o suprimento e o ensino necessários em sua caminhada pelo deserto. A grande nuvem protetora representava a presença divina entre eles poupando-os do excessivo calor e do frio no deserto. Sob a nuvem a temperatura era adequada para a caminhada durante o dia e à noite. Seus olhos deveriam estar sempre voltados para a nuvem. Ela era a garantia de uma boa viagem. Infelizmente Israel se acostumou com a presença de Deus e a tornou comum entre eles. Esqueceu-se de fazê-la a cada dia uma nova experiência. A rotina os insensibilizou para absorverem as bênçãos de Deus renovadas a cada manhã pela doação do orvalho e suprimento. Esse é o grande mal dos seres humanos: acostumar-se com as bênçãos de Deus e considerá-las como obrigação divina.
De Sua parte o Criador rompe com a rotina a fim de que seja conhecido e reconhecido por Suas criaturas. Permite que vivam situações agradáveis ou desagradáveis e mudanças ambientais favoráveis ou desfavoráveis para que elas tirem os olhos de si e os coloquem no Criador. Essas novidades diárias transformadas por nós em medo, ansiedade e esperança contribuem para o fortalecimento de nossa intimidade com Ele e permite que aprendamos as preciosas lições da dependência bem como do amor que Deus tem por nós. O Senhor se faz conhecido e amado no visível e no invisível.
Antes que chegassem a Jericó, a cada dia uma nova muralha era derrubada por Deus. O mar, obstáculo intransponível e bloqueio para a vida de liberdade, se abriu diante do povo amado por Deus. As águas se posicionaram respeitosamente em pé nos lados do caminho para que o povo de Deus passasse sem qualquer impedimento. Essa honra jamais foi concedida a qualquer outra nação. Após a saída do último israelita, o mar voltou ao seu curso normal porque deveria se tornar em sepultura aos inimigos de Deus. A natureza sempre está à disposição do Criador para cumprir os Seus propósitos.
A passagem pelo interior do mar representava o batismo, o sinal visível da nova vida que Deus havia reservado ao Seu povo na terra anteriormente habitada por Abraão e a ele prometida por Deus.
O maná e a água que nunca faltou ao povo de Deus no deserto, preanunciaram o verdadeiro Pão de Deus e a Água da Vida, Jesus Cristo, que dá vida àqueles que Dele se alimentam como presente de Deus. João 4, 6.
Era necessário que os israelitas e os coríntios conhecessem a bondade, mas não descartassem a severidade de Deus. Romanos 11. 22.
Deus não muda. O que era punido como pecado no passado continua recebendo punição no presente. Na Lei Moral de Deus pecado não muda de nome e natureza.
A seguir, o apóstolo Paulo relaciona alguns pecados que o povo de Israel havia cometido contra Deus e que resultaram na resposta pronta Daquele que é Santo e exige santidade dos Seus filhos.
Incredulidade: Deus não admite que a credibilidade de Sua Palavra seja posta em dúvida. Ele honra o Seu NOME que está vinculado ao que Ele diz. Números 14. 26 – 34. Deus faz com que os incrédulos andem em círculo como fez com Israel. A incredulidade atrasa ou impede a posse da bênção.
Cobiça: Deus não admite que Seus filhos queiram ter para si o que Ele não lhes reservou. O Pai sempre saberá o que é melhor para Seus filhos quer peçam ou não. Números 11. 4; Salmo 106. 14 – 15; Efésios 3. 20 – 21.
Idolatria: Deus não admite que Seu povo a quem ama O substitua por outro deus ou o reduza a uma imagem de escultura. Ele é digno de fidelidade porque é Fiel. É Deus vivo. Êxodo 32. 1.
Prostituição: Deus não admite impurezas no meio do Seu povo. O pecado da idolatria atrai a prostituição (todo tipo de imoralidade sexual) e a feitiçaria. Números 25. 1 – 3.
Provocação: Deus não admite que zombem do Seu Caráter. Pecar de forma deliberada e contínua para em seguida fazer uso dos recursos da Graça de Deus é zombar da capacidade de discernimento de Deus. Êxodo 17. 1 – 7; Gálatas 6. 7 – 8.
Murmuração: Deus não admite que Seus filhos desprezem Suas manifestações de amor. A insatisfação contínua expressa em reclamações pelo que Deus é e faz O irritam. Êxodo 16. 2; Números 14. 2.
Paulo considerou que a história de Israel possuía suficientes lições de alerta à igreja. Incorrer nos mesmos erros seria insensatez.
Cabe à igreja se preparar em santidade para o encontro com Cristo. O exame pessoal à luz da Palavra de Deus é pré-requisito para permanecer em pé.
O Pai amoroso se encarrega de cuidar de cada um dos Seus filhos a fim de que as tentações não ultrapassem a medida da fé. No período da prova Ele nos capacita e nos fornece os instrumentos da vitória. Se porventura a vontade humana prevalecer e ocorrer a queda, Deus estenderá sua mão a quem desejar ser restaurado à comunhão com o Pai. Há perdão divino para quem confessa e abandona o pecado.
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Retire do passado só o que o faça viver um presente melhor.
DETALHES
- Deus não muda. Ele é Fiel.
APLICAÇÃO
- Obedecer a Deus é o caminho dos acertos.
PENSAMENTO
Retire do passado as lições para construir um presente e um futuro melhor.
VERSÍCULO PARA DECORAR
“Assim, aquele que julga estar firme, cuide-se para que não caia”. v. 12. (NVI).
ORAÇÃO
Torna-me Senhor um filho obediente à Tua Palavra.