sexta-feira, 19 de julho de 2013

JOÃO - Estudo 13: JESUS CURA UM MENINO À DISTÂNCIA - cap. 4. 43 – 54.

Neste texto encontramos:
- De Samaria Jesus chega à Galiléia. v. 43.
- Herança adâmica em razão da natureza pecaminosa: as pessoas preferem honrar, ouvir e seguir o desconhecido e não o conhecido.   v. 44; João 1. 11 – 12; 5. 43.
- Galileus amistosamente recebem Jesus.   v. 45.   
- Jesus revisita Caná da Galiléia. v. 46 - 47.
- Jesus censura quem deseja ver para crer.  v. 48.
- O desespero de um pai. v. 49.
- Jesus declara saúde à criança enferma. Pai confia nessa palavra e vai para sua casa. v. 50. 
- Boas notícias no caminho. v. 51.
- Palavra de Jesus é confirmada. v. 53a.     
– A saúde alegra a família e a motiva a glorificar e a crer na providência divina. v. 53b. 
- Poder transformador de Jesus água em vinho e tristeza em alegria. v. 54.
VISÃO GERAL
Depois de uma estadia missionária de dois dias na cidade de Sicar em Samaria, o Senhor Jesus prosseguiu sua viagem até a Galiléia. Seus concidadãos que o haviam visto em Jerusalém por ocasião da Páscoa e visto sua popularidade e maravilhas que realizara O acolheram amistosamente.
Ao chegar a Caná, cidade onde realizou o primeiro milagre, Jesus foi procurado por um pai desesperado cujo filho estava à morte em Cafarnaum, local onde residia. 
A presença de Jesus era sempre motivo de alegria e esperança para aqueles que buscavam uma palavra de conforto, edificação, alerta ou a cura dos seus males físicos ou espirituais.
FOCALIZANDO A VISÃO
Ao saber que Jesus havia chegado à Caná da Galiléia um oficial do rei Herodes imediatamente O procurou, desesperado. Esse homem de posição elevada na administração daquela província romana havia recebido a notícia de que seu filho estava muito doente em Cafarnaum que distava trinta e cinco quilômetros do seu local de trabalho. Os recursos materiais dessa autoridade romana nada puderam fazer na restauração da saúde do seu filho. A única alternativa era recorrer à autoridade espiritual de Jesus e ele não adiou essa decisão. Procurou-O imediatamente. 
Ao notar que muitas pessoas O procuravam na solução dos seus males físicos e espirituais o Senhor Jesus censurou aquelas que colocavam o Seu poder de cura acima da fé que Lhe deviam como Messias, Senhor e Salvador. Não davam a Ele a honra que o Pai Lhe havia reservado. A prioridade delas era a bênção e não o Abençoador.
Essa realidade passada em nada difere da realidade presente.
Hoje as pessoas estão em busca de novidades, de sinais e maravilhas e não no envolvimento e compromisso com o Senhor Jesus Cristo. Fazem do templo seu local único de reunião religiosa e no auditório desejam ver o espetacular, o inusitado e o que os emociona.  Não consideram o ensino evangélico que coloca o corpo e a integridade do ser como templo e santuário de Deus. Não desejam fazer na vida cristã a passagem da carne ao Espírito. Desejam ver e receber sem se envolver. Afastam-se de qualquer desafio que os levem a um relacionamento correto com os seus semelhantes e com Deus.
Ao ouvir o desesperado oficial romano pedindo que fosse com ele até sua cidade em Cafarnaum a fim de curar o seu filho, Jesus calmamente o incentivou a ir para sua casa porque seu filho não morreria, mas viveria. Esse homem possuía caráter disciplinado. Sabia o valor legal de uma palavra pronunciada por uma autoridade. Sendo autoridade reconheceu a autoridade espiritual de Jesus e se submeteu a ela imediatamente como fazia em relação aos seus superiores em hierarquia. O mesmo procedimento tinha com os seus comandados. Suas ordens eram obedecidas sem contestação. Esse homem creu nas palavras de Jesus. Via Nele uma pessoa digna de confiança. Nada do que Jesus diz cai por terra, mas prevalece para que todos O honrem como O honra o Pai que o enviou. João 5. 23.
Ao ouvir as palavras de Jesus, o oficial romano apressadamente se retirou. Iniciou sua caminhada confiante. Diante dele estavam mais de trinta quilômetros a serem percorridos até que chegasse a sua casa em Cafarnaum. A cada passo sua fé se fortalecia nas palavras de Jesus: “Pode ir. O seu filho continuará vivo”. v. 50. (NVI). A repetição das palavras de Jesus gera e fortalece a fé em nosso interior, dá-nos paz, esperança, entusiasmo e alegria. Salmo 12. 6; Romanos 10. 17.
Desta vez Jesus decidiu não ir pessoalmente com o oficial do rei até sua casa, como fez em relação à filha de Jairo que após grave enfermidade havia falecido. Aonde Jesus não ia pessoalmente, Suas palavras acompanhavam aqueles que nelas criam.
Hoje as palavras de Jesus são suficientes como companhia em nossa caminhada. O Espírito Santo a cada dia nos confirma essa realidade espiritual.
O oficial romano levava dentro de si, como tesouro, o que Jesus havia dito.
Em Cafarnaum, os servos do oficial, em vigilância permanente, perceberam que ao longe vinha seu senhor. Não esperaram que chegasse à residência. Foram em sua direção no caminho para dar-lhe a boa notícia de que seu filho estava bem de saúde. A febre que o havia prostrado havia desaparecido por volta da uma hora da tarde. No mesmo instante o pai constatou que aquela era a mesma hora em que ouvira de Jesus que seu filho viveria.
Ao ouvir a boa notícia dos seus servos a paz e a alegria envolveram como um duplo manto aquele pai. Aquecido por esse conforto espiritual apressou seus passos para que abraçasse aquele que amava e celebrasse com a família mais esse feito de Jesus. Fora premiado por sua fé nas palavras de Jesus. Verdadeiramente Jesus era a pessoa que ele deveria ter como Senhor e Salvador.
O oficial romano entendeu que as palavras e não a presença física de Jesus foram suficientes para a cura do seu filho.  Aprendeu que não há distância para a operação do poder de Deus.  Quando Deus deseja operar não há obstáculo que impeça Sua ação. Entendeu que é melhor crer do que duvidar.
 O oficial apenas creu nas palavras de graça que saíram da boca de Jesus. Isso é a fé evangélica, a fé que agrada a Deus.
A natureza paterna de Deus está sempre disposta a ajudar Seus filhos em todas as suas carências, independente do que eles possam fazer em resposta a essa ajuda.
É o amor que move o coração de Deus no relacionamento com Seus filhos e não outra motivação..
Deus se sente ofendido em Seu amor e justiça quando seus filhos são orientados ou manifestam qualquer intenção ou expressão de trocar bênçãos por dinheiro.        
 Não há preço que possa alcançar o valor de uma bênção divina. O Senhor deseja que aqueles que O procuram apenas creiam em Sua Palavra. Isso basta. Entre a Palavra de Deus e Sua ação na vida das pessoas nenhum mérito ou pagamento pode ser colocado como mediador. Pais amorosos dispensam qualquer retorno financeiro na ajuda a seus filhos.        
 Jesus sempre tem uma palavra de restauração física ou espiritual a quem O procura com sinceridade. 
ENQUADRANDO-SE NA VISÃO
- Ao dirigirmos o nosso pedido a Jesus jamais devemos estabelecer condições ou Lhe apresentar alternativas. Ele sabe o que é melhor, quando realizar e como fazer. Dele é a bênção. A nós cabe apenas confiar em Suas palavras como fez o oficial romano.
DETALHES
- Vincular o que Deus dá ao que podemos oferecer a Ele é atitude que ofende o Seu caráter.
APLICAÇÃO
- Ouça o que Jesus diz e faça como Ele determina.
PENSAMENTO
A fé que agrada a Deus não coloca qualquer intermediário entre o que Deus diz e o que devemos fazer.
VERSÍCULO PARA DECORAR
Jesus respondeu: “Pode ir. O seu filho continuará vivo”. O homem confiou na palavra de Jesus e partiu. v. 50. (NVI).
ORAÇÃO

Senhor Jesus, ensina-me a crer em tuas palavras como faz a criança diante das palavras do pai que a ama.